ENFIM AGOSTO
ATÉ
QUE ENFIM Agosto chegou. Já era mais que hora, diga-se de passagem! E começo a
contar nos dedos à chegada do grande Dia (com D maiúsculo para denotar a
importância de tal data). Espero que desse domingo ao outro passe bem devagar,
para que eu possa saborear a espera. Como uma criança tomando um sorvete
retardando a chegada na casquinha. Sei que ainda sou novo no assunto e meus
direitos ainda estão germinando em um casulo especial, mas não quero perder um
segundo sequer.
Segundo
me disse o Google, tudo começou nos Estados Unidos, lá pelo início do século
XX, por uma menina chamada Sonora e logo depois se espalhou pelo país e em
outras partes do mundo. O brasileiro, que não é besta, copiou a ideia lá pela
década de cinquenta e criou a data comemorativa por essas bandas com objetivos
comerciais. Bem! Não sei ao certo quem instituiu data tão especial nem por qual
motivo, mas, se está na lei, exijo meus direitos.
A
começar quero um café da manhã sortido e recheado, com bolo de milho, pamonha, pão,
leite, café e frutas tropicais. Não precisa levar na cama, pois sou pouco exigente.
Meio dia, podem servir-me um estrogonofe, lasanha ou feijoada, com suco de
maracujás do mato para relaxar e doce de leite para acompanhar, uma espécie de
manjar dos deuses. Às três horas quero um café quente com chimango assado na
hora e algumas chiringas, se não for pedir muito. Para a janta estou em dúvida
se vou de pizza ou de panquecas. Acho que a pizza seria melhor, se é para
abusar, que seja feito com estilo.
Além
da comida, para não pensarem que sou apenas guloso, também exijo atenção
especial às necessidades da alma. Não quero presentes, mas um pouco de cafuné
no cabelo (enquanto ainda tenho) cairia bem. Um “Parabéns pelo seu dia” logo ao
acordar e uma mensagem com marcação no Instagram para que o mundo inteiro veja,
também não seria má ideia. Apenas um dia de regalias, é só o que o papai aqui
exige desse lindo Agosto.
Welington Carlos

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